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>João Lúcio

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Nascido a 4 de Julho de 1880 nos arredores da vila de Olhão, João Lúcio Pousão Pereira ficou conhecido na história da poesia portuguesa pelo nome de João Lúcio. Deste a mais tenra idade, ele deu provas de uma grande sensibilidade e de uma forte inclinação para a arte e a poesia. Os seus primeiros versos foram publicados quando tinha apenas 12 anos, no jornal “O Olhanense” e colaborou durante toda a sua juventude com muitos outros jornais regionais.
Entretanto, foi em Coimbra, onde frequentava a Faculdade de Direito, que as suas capacidades artísticas acabaram por se revelar, marcando o início de uma carreira poética muito apreciada pelos críticos.
Publica muitas reflexões, livros e brochuras de poesia, em particular “Descendo”, “O meu Algarve” e “Na Asa do Sonho”. Depois da sua morte foi publicado o seu livro “Espalhando Fantasmas”. A sua poesia estava plena de simbolismo, referências à Natureza e mística.

Depois de terminar o curso de Direito, voltou em 1902, para Olhão onde irá ter uma brilhante carreira profissional. Ainda hoje em dia é considerado um dos melhores advogados algarvios de todos os tempos. A sua competência, a sua clareza e a forma como usava as palavras fizeram-lhe ganhar o respeito e a admiração de todos.
Gostava das ideias monárquicas, mas, tanto monárquicos como republicanos elegeram-no para a Assembleia Municipal de Olhão. Fez um bom trabalho em áreas tão importantes como a Educação, a Saúde e a Cultura.
Após a morte do seu filho, ainda criança, João Lúcio resolve construir um Chalé na sua quinta em Marim, um lugar cheio de lendas sobre mouros, encanto e história. O poeta desejava isolar-se nesse seu Chalé.

Infelizmente, João Lúcio nunca chega a habitar esse seu sonho. Adoece devido a uma epidemia de gripe que varreu o Algarve e morre em 1918.
O espírito místico e singular do poeta aparecem em todos os recantos daquele Chalé. A sua arquitectura permite que a nossa imaginação crie histórias incríveis cheias de fantasmas e mistérios. João Lúcio deixou a todos essa obra magnífica assim como a sua poesia que nos leva para mundos por vezes mágicos, por vezes dolorosos e por vezes amorosos. É uma visita que vale a pena fazer.
Actualmente, funciona a Ecoteca de Olhão no Chalé construído por João Lúcio.

Trabalho realizado por : Luana De Brito

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